Registro de Obras

Desenho industrial: preciso proteger o design do meu produto?

O desenho industrial, de acordo com definição do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), é “a forma plástica ornamental de um objeto ou conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Esse desenho industrial, quando criado, necessita de registro para protegê-lo e impedir que terceiros façam a cópia sem autorização. Tolleydesign.com Registro de Desenho Industrial O registro é um título de propriedade temporário concedido pelo Estado, por força de lei ao autor ou pessoas as quais os direitos derivem do mesmo, para que, durante o prazo de vigência do registro, terceiros não façam o uso sem sua prévia autorização, prevenindo de atos relativos à matéria protegida, tais como fabricação, comercialização, importação, uso, venda, entre outros. No Brasil, desde a promulgação da Lei 9279, de 14 de maio de 1996, o Desenho Industrial é protegido por meio de registro e não de patente. Benefícios do registro O registro de Desenho Industrial conferirá ao titular a exclusividade de proteção do design do produto, gerando poderes para compelir terceiros a se absterem de explorar produto similar, que venha colidir com o design do seu produto. Como se sabe, o design inovador de um produto é capaz de atrair o consumidor, fazendo-o adquirir exclusivamente pela questão ornamental, que em sua maioria das vezes, transmite requinte, empoderamento, qualidade, dentre outras atratividades. Sabe-se, também, que a indústria conta com inúmeros recursos na criação de um novo design, sempre com intuito de atrair o consumidor e gerar uma identidade que entre na memória do consumidor. Portanto, é comum aproveitadores mal-intencionados se valerem disso. O que é considerado desenho industrial? Os requisitos fundamentais para que um design seja considerado desenho industrial são: novidade, originalidade e aplicação industrial. Novidade: quando não compreendido pelo estado da técnica, ou seja, o que não foi tornado acessível ao público antes da data do depósito. Originalidade: quando o design do produto resultar configuração visual distintiva em comparação com produtos anteriores. Aplicação industrial: deve poder ser reproduzido industrialmente, em todos os seus detalhes. O INPI não realiza qualquer exame de mérito do pedido de registro de desenho industrial, a expedição do Certificado de Registro de Desenho Industrial é realizada de forma automática, sem qualquer análise dos requisitos de novidade e originalidade. E, neste cenário, o terceiro que duvidar da validade dos requisitos daquele registro deverá pleitear a nulidade, seja administrativa ou judicial, caso contrário o direito do titular do registro de desenho industrial deverá ser mantido, independente do exame de mérito do INPI. Como pode observar é importante contar com uma equipe especializada para poder lhe assessorar adequadamente quanto ao registro do desenho industrial dos seus produtos. Consultoria especializada A Direção Marcas e Patentes atua nessa área há mais de 18 anos e  possui mais de 20 mil processos no INPI entre marcas e patentes, com atuação em nível nacional e internacional. Faça uma consulta de disponibilidade de [...]

12 de setembro de 2019|Registro de Obras|

Por que registrar obras intelectuais?

O registro de obras intelectuais é uma medida de proteção administrativa, baseada na Lei de Direitos Autorais (Lei 9610/98), que garante ao seu autor o direito de usufruir dessas obras, o protegendo contra eventuais plágios e reprodução desautorizada. É também de grande valia como prova de anterioridade quanto a sua criação, sendo o registro de obras intelectuais amplamente reconhecido no ordenamento jurídico como meio de prova. Além disso, a inexistência do registro de certas obras intelectuais, dificulta a constatação de autoria. De modo que o registro na Biblioteca Nacional, Escola de Belas Artes ou qualquer outro órgão do gênero gera presunção de autoria mediante a apresentação do registro da obra intelectual. Duração da proteção De acordo com a Lei de Direitos Autorais, a proteção é válida enquanto o autor estiver vivo e por 70 anos após a sua morte, sendo os direitos transmitidos aos herdeiros e sucessores. Direito moral e patrimonial O autor terá assegurado o direito moral e patrimonial sobre a obra: O direito moral refere-se ao que está vinculado à personalidade do autor. O direito de paternidade daquela obra será assegurado, toda exposição e exploração terá que ser assinalada com o nome do autor indicando a sua autoria. Bem como, nenhuma alteração poderá ser realizada sem a sua prévia autorização. O direito patrimonial está ligado à exploração econômica da obra, como licenciamento, venda, distribuição, direito de reprodução da obra, exposição, entre outros. O que a Direção pode fazer por você? Para você que deseja fazer o registro de direitos autorais, conte com todo o suporte e atendimento especializado da equipe Direção Marcas e Patentes. Atuamos em toda área da Propriedade Intelectual, realizando registros de direitos autorais, como marcas, softwares, patentes, desenhos industriais, em todo território nacional e no exterior. Entre em contato para obter mais informações!  Ligue: 0800-728-7707 Por Carlos Eduardo Gomes da Silva Advogado, Agente da Propriedade Industrial, Membro da ABAPI - Associação Brasileira da Propriedade Industrial, Especialista e Perito em Propriedade Intelectual.

28 de agosto de 2019|Registro de Obras|

PEC da Música: uma tentativa de combater a pirataria.

Na próxima semana, será levada para discussão final na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a isenção de impostos sobre os CDs e DVDs produzidos no Brasil. A PEC 123/11, conhecida como PEC da Música, foi aprovada em 1º turno na quarta-feira por 50 votos a 4. Se sancionada, poderá reduzir em até 25% o preço de CDs e DVDs de artistas nacionais. "A cultura nacional ganha muito com a proposta. É um passo no sentido de isentar o músico que sofre para produzir seu CD ou DVD numa região distante, que precisa competir no mercado interno. É também uma forma de encarar com coragem a alta e desigual tributação de nosso país", afirmou a deputada Jandira Feghali (PCdoB), que vem trabalhando pela aprovação da PEC desde 2011. Cantores consagrados da MPB também apoiam a proposta de emenda, que tem o objetivo de combater a pirataria e incentivar os pequenos produtores e músicos brasileiros. Artistas como Rosemary, Fagner, Falcão, Sandra de Sá e Nando Cordel acompanharam todas as articulações da pauta no Congresso e consideram a aprovação da lei uma questão de justiça. Impostos zerados De acordo com o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), um dos responsáveis pela proposta, serão reduzidas a zero as contribuições do Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na produção e venda de CDs, DVDs e clipes musicais. Além disso, ficará zerado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - para compras em crédito - nas operações para se adquirir obras musicais. "O meu objetivo é que a música brasileira possa ser vendida por um preço mais barato, para que o povo brasileiro possa consumir esse produto. Por isso, ela merece estar na Constituição Federal como algo que não pode ser tributado", disse o deputado. Segundo Leite, a PEC também facilitará as vendas pela internet. "Os músicos vão poder vender seus discos e músicas pela internet sem ter que pagar qualquer tributo", informou.

18 de setembro de 2013|Registro de Obras|

Senado aprova PEC do Ecad em sessão com participação de Caetano Veloso e Roberto Carlos.

Agência Brasil Mariana JungmannRepórter da Agência Brasil Brasília - Diante de muitos músicos de fama nacional, o plenário do Senado aprovou na quarta-feira (3) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que define as condições de arrecadação e distribuição de direitos autorais de obras musicais. Conhecida como PEC do Ecad, a matéria altera a maneira como o Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais (Ecad) repassará os direitos dos músicos e estabelece formas de fiscalização da arrecadação desses direitos. Pela proposta aprovada, o Ecad passa a ser fiscalizado por um órgão específico e precisa prestar informações precisas sobre a distribuição dos recursos. O relator, senador Humberto Costa (PT-PE), acatou emenda do líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), que estabelece que o órgão fiscalizador deverá ser ligado à administração pública, mas não necessariamente ao Ministério da Cultura. Outra emenda do líder oposicionista que foi acatada estabelece que as emissoras de rádio e televisão terão prazo até o dia 10 de cada mês para repassar ao Ecad a lista com as músicas que foram utilizadas no período, o que deve facilitar a cobrança e a fiscalização sobre o repasse dos recursos. O projeto também estabelece a redução da atual taxa administrativa cobrada pelo escritório de 25% para 15%, garantindo que os autores recebam 85% de tudo o que for arrecadado pelo uso das obras artísticas. Outra mudança que a proposta faz é em relação aos créditos retidos quando o Ecad não identifica os autores da obra. Pelo texto, essas arrecadações só podem ficar retidas durante cinco anos e, depois, precisam ser distribuídas proporcionalmente pelos detentores de direitos. A mudança evita que o dinheiro seja usado para equilíbrio de finanças ou pagamento de prêmios, por exemplo. O projeto foi proposto após a apresentação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ecad, que funcionou no Senado no ano passado. Hoje um grupo de cerca de 20 artistas, que incluía nomes como Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Lenine e Carlinhos Brown, acompanhou as negociações para a votação e alguns deles tiveram reuniões com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com a presidenta Dilma Rousseff. Eles foram acompanhados pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, e depois assistiram à sessão de votação da PEC. As alterações, no entanto, ainda não estão valendo. A PEC precisa passar pela Câmara dos Deputados, onde será votada em dois turnos. Se receber alterações, a matéria precisará voltar ao Senado para última análise antes de seguir para promulgação.

9 de julho de 2013|Registro de Obras|