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Vinhos do extremo sul gaúcho ganham indicação geográfica

Fonte: istoedinheiro.com.br Os vinhos tintos, brancos, rosé e espumantes produzidos na região da Campanha Gaúcha, no extremo sul do Brasil, próximo às fronteiras do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina, foram reconhecidos com identificação geográfica própria pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A decisão, que atribui indicação de procedência, foi anunciada no início de maio, e garante selo de autenticidade à produção de 18 vinícolas que atuam em 14 municípios contornados pelas regiões da Serra do Sudeste, Missões e Depressão Centrada. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Campanha Gaúcha é o segundo polo de produção nacional de vinho, com 31% da produção, atrás apenas da Serra Gaúcha que concentra 59% de toda a produção do país. No ano passado, os 1.512 hectares das vinícolas renderam mais de 5,6 milhões de litros de vinho. O regulamento do uso da indicação de procedência expedido pelo Inpi prevê a produção de vinhos com até 36 tipos de uvas (cultivares de Vitis vinífera). Na produção do vinho tinto, o destaque é para a uva Cabernet Sauvignon. No caso do vinho branco e dos espumantes, há proeminência da uva Chardonnay. Segundo especialistas da Embrapa, o vinho tinto da região tem cor com “matiz-vivo rubi claro”. Os vinhos brancos têm “matiz palha ou amarelo-claro” e os espumantes são de “coloração clara ou rosé”. Clima, solo e relevo propícios A Campanha Gaúcha está entre as coordenadas 29ª e 32ª de latitude sul, faixa de outras regiões vitivinícolas da Argentina, Uruguai, Chile, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. As parreiras das uvas estão em grandes extensões de baixa declividade, o que favorece a mecanização da colheita, barateia custos e possibilita maior escala de produção. A área é ensolarada, mais quente e com menor volume de chuvas do que outras regiões produtoras no sul do Brasil. “Nós temos clima, solo e relevo que são propícios. Os solos daqui são muito drenados e recebem pouca chuva. Propicia melhor qualidade da fruta que sai do parreiral”, assinala Clori Peruzzo, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha. A maioria das vinícolas (15 das 18) são de pequeno porte, com oito empregados em média, o triplo na época da colheita – que inicia em janeiro, com a retirada da uva Chardonnay, e termina em abril com o colhimento da uva Cabernet Sauvignon. Segundo Peruzzo, o porte das vinícolas faz com que “não concorram com grande produção, mas com qualidade.” Além da comercialização do vinho, há expectativa entre os produtores que a indicação geográfica atraia outros negócios. De acordo com o Ministério do Turismo, o município de Bento Gonçalves, grande polo brasileiro do vinho, tem 800 mil turistas registrados anualmente, e recebe mais de 350 mil no período de colheita da uva. Outras indicações A Campanha Gaúcha é a sétima região a registrar no Inpi indicação geográfica para a produção de vinhos. Apenas uma dessas está fora do Rio Grande do Sul – a Vales da Uva Goethe, em [...]

Instagram lança função para ajudar usuários a evitar problemas de direitos autorais

Fonte: tudocelular.com Nesta semana, o Instagram realizou modificações em suas diretrizes visando auxiliar seus usuários a evitar problemas de direitos autorais. Atualmente, qualquer publicação que contenha material de terceiros é prontamente silenciada ou até mesmo retirada do ar, sem que o responsável pela postagem seja avisado. Agora, com a revisão das regras, quem estiver violando propriedade intelectual será notificado com antecedência, para que as devidas mudanças sejam feitas antes de qualquer tipo de bloqueio acontecer. A novidade deve beneficiar principalmente streamers, que por muitas vezes têm seu conteúdo retirado do ar por acidente, ao acabar exibindo conteúdo protegido, como músicas em um rádio, sem intenção. Caso o conteúdo acabe sendo bloqueado, a plataforma indicará com clareza as ações que podem ser tomadas para que o conteúdo possa ser postado novamente. Algumas recomendações chegaram a ser dadas, como utilizar trechos mais curtos da música desejada e nunca postar áudio sem imagens ou vídeos. Foi sugerido ainda o uso do Facebook Sound Collection, para quem quiser evitar qualquer tipo de problema. A rede social também ganhou nesta semana a possibilidade de criar salas de videochamadas através do Messenger Rooms. Usuários podem reunir até 50 pessoas, com um link disponível para aqueles que não possuem conta no serviço. A empresa ainda lançou um recurso que disponibiliza dicas e recomendações de bem-estar, para ajudar a quem estiver passando por problemas durante a pandemia.

Especialistas pressionam Maia por projeto que quebra patente em razão da Covid-19

Por: Fabio Zanini, da Folhapress em 21/05/20 às 15H41, atualizado em 21/05/20 às 15H11 Um grupo de 84 especialistas na área de saúde, de diversos países, enviou nesta quarta-feira (20) uma carta ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pedindo urgência na votação de um projeto de lei que estabelece a quebra de patente temporária para medicamentos e insumos usados no combate à Covid-19. "Esse projeto de lei certamente promoverá o interesse público ao garantir o acesso a fontes adicionais de suprimentos e de produtos de saúde mais acessíveis", afirma o documento, organizado pelo Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual, coletivo de organizações da sociedade civil que defende a quebra de patentes em situações de emergência sanitária. Entre os signatários da carta estão o indiano Anand Grover, que foi relator especial da ONU para a área de Saúde entre 2008 e 2014, além de professores e cientistas ligados a instituições como as universidades de Harvard (EUA), York e Leeds (ambas no Reino Unido). Ao todo, houve a adesão de especialistas de 28 países, incluindo China, Uganda, Índia. África do Sul e México. No Brasil, assinam a carta pesquisadores e professores da Fundação Oswaldo Cruz e de diversas universidades, nas áreas de saúde e direito comercial. O projeto foi apresentado à Câmara no início de abril, quando a pandemia no Brasil começava a escalar. Num raro momento de união entre opostos ideológicos, teve a autoria de 11 deputados federais pertencentes a oito partidos, do PT ao PSL. O objetivo é que, durante a atual crise e em emergências globais futuras, haja o chamado licenciamento compulsório, ou seja, a possibilidade de que outras empresas além da criadora do produto possam fabricá-lo e comercializá-lo. Isso garantiria o suprimento num momento de alta demanda e ajudaria a reduzir os preços. "Este projeto segue a ação de países como Alemanha, Canadá, Israel, Chile, Equador e Colômbia que adotaram medidas legislativas para favorecer o acesso rápido a tecnologias úteis para conter a pandemia", afirma o documento. Segundo a carta, "impedir monopólios é uma medida estratégica e importante, fundamental para aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde sobrecarregados". A indústria farmacêutica já se posicionou contrariamente ao projeto. A Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), que reúne os fabricantes de remédios, afirma que o licenciamento compulsório "representa uma grande ameaça à pesquisa e ao desenvolvimento de novos tratamentos, por inviabilizar a sustentabilidade da pesquisa científica." A entidade diz ainda que haveria prejuízo à credibilidade do Brasil, pelo fato de a medida ir contra acordos internacionais de que o país é signatário. Segundo a Interfarma, para um novo medicamento se mostrar seguro e eficiente são necessários em média dez anos de pesquisa e US$ 1 bilhão investidos. Os defensores da quebra de patente rebatem o argumento dizendo que a própria OMC (Organização Mundial do Comércio) tem dispositivos que possibilitam esse tipo de medida em momentos emergenciais. Além disso, diz a carta, a emissão de uma licença compulsória não expropriaria os direitos de propriedade do titular da patente, que seguiria recebendo royalties pela invenção. [...]

EUA rejeitam decisão da OMS que apoia quebra de patentes de produtos contra coronavírus

Fonte: UOL Os 194 Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovaram uma resolução que apoia a possibilidade da quebra de patentes de futuras vacinas ou tratamentos para a covid-19, aspecto considerado essencial para o acesso global igualitário a futuros tratamentos. Apesar de não bloquearem a medida, os Estados Unidos emitiram um comunicado à parte rejeitando as partes do texto que dizem respeito não só à propriedade intelectual, mas também ao acesso à serviços de saúde reprodutiva e sexual durante a pandemia. Para apoiar a possibilidade da quebra de patentes de vacinas ou tratamentos, a resolução cita a Declaração de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), de 2001, que abre caminho para que países pobres e em desenvolvimento façam o chamado licenciamento compulsório de vacinas e remédios em emergências de saúde, para terem acesso igualitário a tratamentos médicos. A Declaração de Doha já foi usada no contexto do combate ao HIV. Segundo a delegação norte-americana em Genebra, as referências à quebra de propriedade intelectual fizeram com que os EUA "se afastassem" desta parte do texto, afirmando que ela "envia a mensagem errada para inovadores que serão essenciais na busca por soluções que o mundo inteiro busca". Ao lado de outras nações com indústrias farmacêuticas fortes, como o Japão e a Suíça, os americanos defendiam que a resolução enfatizasse o papel da propriedade intelectual na inovação científica. Segundo os americanos, o acesso a qualquer vacina ou medicamento contra o novo coronavírus poderia ocorrer por meio de mecanismos voluntários, como parcerias e doações. No entanto, muitos governos pobres e em desenvolvimento temem que isto seja insuficiente para garantir seu acesso a futuros - e provavelmente caros - tratamentos ou vacinas, prejudicando-os. A China e a França, por sua vez, posicionaram-se na Segunda-feira (18) ao lado das nações emergentes, afirmando que qualquer vacina que venha a ser descoberta deve ser tratada "como um bem público". Os americanos também rejeitaram o trecho que se compromete com o respeito a serviços que atendam à "saúde sexual e reprodutiva", em especial nos países mais pobres. Segundo a declaração dos EUA, o governo de Donald Trump "acredita em proteções legais" para aqueles que ainda não nasceram e não poderia aceitar a ideia de um "direito internacional ao aborto". Segundo diplomatas ouvidos por agências de notícias, Washington decidiu não bloquear a resolução, apesar das ressalvas. Um deles disse que havia um forte desejo americano para que se chegasse a um consenso durante a assembleia e que ficar de fora da resolução significaria um isolamento. A resolução, que também defende uma revisão da resposta global à pandemia, foi aprovada horas após Trump ameaçar abandonar a entidade em 30 dias caso ela "não se comprometa com melhorias significativas". A OMS, por sua vez, não quis comentar em maiores detalhes o posicionamento do presidente americano. (Com agências internacionais).

Projeto acelera pedidos de registro de patentes relacionados ao combate a epidemias

Fonte: Jornaljurid O Projeto de Lei que confere celeridade ao exame de pedidos de patentes relacionados ao combate a epidemias foi proposto na última semana ao Senado Federal. Na última semana foi apresentado um Projeto de Lei, o PL 2.410/2020, que prevê que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI dará prioridade ao exame de patentes de produtos, processos, equipamentos e materiais que o Ministério da Saúde indicar como essenciais para o combate a epidemias, como o Coronavírus. Segundo o presidente do Grupo Marpa – Marcas, Patentes, Inovações e Gestão Tributária, Valdomiro Soares, esse processo facilitará a criação de meios de combate ao Coronavírus. “São os avanços científicos e tecnológicos que formam a esperança no combate à COVID-19. Promover essas mudanças de prioridade nos exames de registros do INPI, com certeza, vão tornar essas análises mais assertivas e melhorar o tempo de resposta para a diminuição da propagação do vírus em sociedade”, avalia. De acordo com o texto do PL, os depositantes de pedidos de patentes interessados em obter o protocolo que assegure celeridade ao exame do seu registro no INPI poderão solicitar prioridade ao Ministério da Saúde. A solicitação deve estar acompanhada da devida fundamentação. O PL segue para tramitação interna e votação. Enviado por Mariana Tripoli. Camejo Comunicação. E-mail: site@camejo.com.br

Ministério da Saúde acelera processo de patente de medicamentos investigados para Covid-19

Fonte: JOTA INPI concedeu prioridade no trâmite para 46 pedidos de patente. No caminho oposto, Congresso trabalha pela licença compulsória. O Ministério da Saúde solicitou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ligado ao Ministério da Economia, o trâmite prioritário para pedidos de patente dos medicamentos remdesivir, tocilizumabe, sarilumabe (Kevzara) e favipiravir, investigados para o tratamento da Covid-19. Após avaliação do INPI, nesta terça-feira (12/5), a prioridade foi concedida para 46 pedidos, todos de titulares estrangeiros, feitos entre outubro de 2017 e março de 2020. O INPI afirma que a patente, que dá ao detentor exclusividade para a exploração do produto pelo prazo máximo de 20 anos, incentiva o investimento em inovação no país. No caminho oposto, parlamentares propõem, como forma de ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento do coronavírus, a possibilidade de licença compulsória temporária para terceiros. É uma forma de pressionar o governo pela “quebra de patente” durante períodos de emergência, para evitar que o Sistema Único de Saúde (SUS) fique refém de uma produção concentrada. Fontes da área da saúde relataram ao JOTA que, no cenário internacional, o Brasil está atrasado e pode ficar de mãos atadas quando o tratamento para a Covid-19 for encontrado, já que a maioria dos países investe em estoques de medicamentos testados. A leitura é que o governo brasileiro não quer estimular novas bandeiras, como ocorre no caso da cloroquina, e por isso tem sido discreto nas ações. O Ministério da Saúde foi procurado diversas vezes desde a última semana, mas não deu respostas sobre as movimentações que tem coordenado para se precaver em caso de comprovação de eficácia de algum tratamento, tampouco informou se mantém contato com os fabricantes dos medicamentos em fase de testes. No caso do remdesivir, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem divulgado informações sobre a aproximação com a farmacêutica Gilead Sciences. O uso do medicamento foi autorizado pela agência reguladora dos Estados Unidos para tratamento de doentes hospitalizados com Covid-19 no início do mês. O ministro Nelson Teich, em coletiva de imprensa na última segunda-feira (11/5), chegou a citar o remdesivir como o medicamento mais promissor em estudo. Como a droga não possui nem mesmo registro sanitário no país, o ministério deveria assumir a negociação para a empresa submeter o produto à agência reguladora. A Anvisa garante que, caso haja essa solicitação, possui mecanismos para garantir a liberação do medicamento. A agência já informou que, em reunião no dia 6 de maio, a Gilead sinalizou que o plano global de submissão para remdesivir, que inclui o Brasil, está em fase de discussão interna. Tramitação prioritária de patente A pasta pediu prioridade em 62 pedidos de patente, vindos dos Estados Unidos, Japão, Suíça,  França, Inglaterra e Alemanha: dois para remdesivir; 49 para tocilizumabe; oito para sarilumabe (Kevzara); e três para favipiravir. Os pedidos mais recentes, de 2020, foram para tocilizumabe e sarilumabe. A solicitação foi feita no dia 6 de abril pelo ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Vianna, em ofício destinado ao presidente [...]

IBM libera mais de 80 mil patentes para uso no combate ao coronavírus

Iniciativa inclui até mesmo patentes relacionadas a sistemas de inteligência artificial como o Watson A IBM anunciou nesta terça-feira (05) que está liberando mais de 80 mil patentes, incluindo aquelas relacionadas a inteligência artificial e a “vírus biológicos”, para uso gratuito no desenvolvimento de soluções para a pandemia de Covid-19. A decisão se aplica não só a patentes já concedidas, como também quaisquer outras que sejam resultantes de registros feitos até o final de 2023. "Isso ajudará qualquer pessoa na linha de frente da luta contra a pandemia a não se preocupar em infringir nenhuma patente de nosso portfólio", disse Manny W. Schecter, consultor chefe de patentes para leis de propriedade intelectual da IBM, sobre o acordo. Segundo a empresa, tecnologias como “uma molécula enriquecida com açúcar que pode impedir infecções virais”, ”algoritmos capazes de prever o escopo de uma epidemia” e “uma tela sensível ao toque que se esteriliza sozinha” poderiam surgir com base em suas patentes. Até mesmo patentes relacionadas ao Watson, seu sistema de inteligência artificial, estão inclusas. A iniciativa da IBM é parte da Open Covid Pledge, que pede a empresas participantes que liberem gratuitamente sua propriedade intelectual (patentes) para uso no combate à pandemia de Covid-19 e minimização de seu impacto na sociedade. Empresas como a Intel, Amazon, Facebook, Microsoft e Uber, entre outras, também participam. Fonte: IBM

26 de abril: Dia Mundial da Propriedade Intelectual

A propriedade intelectual está por todos os cantos. Basta você olhar ao seu redor, que a verá presente de inúmeras formas, tangíveis e intangíveis. Do telefone ao avião, em computadores e seus softwares, carros e seus designs, músicas e filmes, tudo é propriedade intelectual. O dia 26 de abril foi a data instituída pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em 2000, com o objetivo de reforçar a importância e conscientização de como as marcas, patentes, desenhos industriais e os direitos autorais impactam na vida de todos, em todo o mundo. A data foi escolhida por ser o dia em que ocorreu a convenção que instituiu a OMPI, em 1970. O que é a Propriedade Intelectual De forma resumida, é tudo que pode ser considerado um invento, algo criado por um ser humano. Porém, assim como pode ser criado, também pode ser copiado. De acordo com Carlos Eduardo Gomes da Silva, perito e advogado especializado em Propriedade Intelectual, diretor da Direção Marcas e Patentes, propriedade intelectual são os direitos e obrigações conferidos pelo Estado acerca dos bens intelectuais. “Especificamente, são os direitos outorgados pelo Estado que envolvem os institutos das patentes, dos desenhos industriais, das marcas, dos direitos autorais, dos softwares, dos circuitos integrados, dos cultivares, das indicações geográficas, das transferências de tecnologias, da repreensão à concorrência desleal e demais institutos que regulam os bens intelectuais”, explica. Por esse motivo, e para incentivar a criatividade e as novas ideias, a propriedade intelectual é uma garantia de que o invento será protegido, de forma jurídica e com tempo determinado, podendo ser renovado. Dentre as suas vantagens está a obtenção de lucros, o direito à exclusividade, o aumento do valor de mercado das empresas e a geração de empregos. Isso inclui máquinas, tecnologia, medicamentos, bens de consumo e tudo que nasce da criatividade humana e se transforma em bem para a sociedade. "A propriedade intelectual guarda extrema importância, sendo a base da economia do país, pois preserva os direitos e obrigações relacionadas, além de proteger o consumidor quanto à origem, procedência, características, qualidade e conformidade dos bens e serviços ofertados", salienta Gomes. A propriedade intelectual diz respeito à proteção de Direitos Autorais, Propriedade Industrial e Proteção Sui Generis. OMPI A Convenção da Organização Mundial da Propriedade Intelectual define a propriedade intelectual como “a soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e científicas, às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas executantes, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão, às invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comerciais e de serviço, bem como às firmas comerciais e denominações comerciais, à proteção contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, científico, literário e artístico”. Convenção de Paris Segundo a Convenção de Paris, de 1883, é "o conjunto de direitos que compreende as patentes de invenção, os modelos de utilidade, os desenhos ou modelos industriais, as marcas de fábrica ou de [...]

China ultrapassa EUA e se torna campeã de pedidos internacionais de patentes

Por France Presse As duas grandes potências são seguidas pelo Japão, Alemanha, Coreia do Sul e França. Gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies liderou número de pedidos em 2019. A China se tornou em 2019 a principal depositária de pedidos internacionais de patentes, conquistando o título pela primeira vez dos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (7) a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), uma agência da ONU com sede em Genebra. "Em 1999, o Ompi recebeu 276 solicitações da China, contra 58.990 em 2019, 200 vezes mais hoje do que há 20 anos", detalhou o diretor-geral da organização, Francis Gurry, citado em um comunicado de imprensa. Em uma entrevista coletiva, ele explicou que esse novo domínio chinês reflete o desejo de Pequim de transformar sua economia em "uma economia de maior valor agregado", enfatizando se tratar de um "sistema de inovação favorecido pelo Estado", no qual os subsídios públicos desempenham um papel importante. Para o diretor da Ompi, "o rápido crescimento da China para chegar ao topo do ranking (...) destaca a mudança da geografia da inovação, com os depositantes asiáticos representando agora mais da metade de todos os pedidos", enquanto a Europa e a América do Norte representam menos de um quarto desses pedidos. Assim, a China encerra o reinado dos Estados Unidos (57.840 pedidos em 2019), que dominava o ranking todos os anos desde a criação do Tratado de Cooperação em Patentes (PCT) do Ompi em 1978. As duas grandes potências são seguidas pelo Japão, Alemanha, Coreia do Sul e França. A Ompi também observa que o forte crescimento dos pedidos de patentes internacionais na Turquia permitiu que o país se classificasse entre os 15 primeiros. Huawei lidera pedidos Em seu relatório anual, o Ompi também observa que, pelo terceiro ano consecutivo, a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies, com 4.411 pedidos publicados, foi a principal depositária em 2019. Em seguida, a Mitsubishi Electric Corp. do Japão, Samsung Electronics da Coreia do Sul, Qualcomm Inc. dos Estados Unidos e Guang Dong Oppo Mobile Telecommunications da China. Um prêmio de consolação para os Estados Unidos, a Universidade da Califórnia permanece no topo do ranking de estabelecimentos de ensino. É seguida pela Universidade de Tsinghua na China. A lista das 10 principais instituições acadêmicas solicitantes de patentes internacionais inclui cinco universidades nos Estados Unidos, quatro na China e uma na Coreia do Sul. No geral, os pedidos de patentes internacionais apresentados por intermédio do PCT aumentaram 5,2% (265.800 pedidos) em 2019, enquanto os pedidos de registro internacional de marcas através do sistema de Madri aumentaram 5,7%. Os pedidos de proteção de desenhos e projetos industriais no sistema de Haia cresceram 10,4%, marcando mais um ano recorde para todos os serviços globais de propriedade intelectual do Ompi. Pandemia Resta ver o impacto que a pandemia do novo coronavírus terá nos pedidos de patente. Surgida na China no final de dezembro, a doença COVID-19 se espalhou rapidamente pelo mundo, matando mais de 73.000 até o momento e paralisando a economia. "O [...]

Confira as principais medidas do governo federal para auxiliar as micro e pequenas empresas

A crise gerada pelo Coronavirus em todo o mundo exigiu rapidez por parte do governo para tentar preservar a economia. Em um momento delicado, em que a economia mundial corre sérios riscos por conta da pandemia do Covid-19, o governo federal e os governos estaduais pensam em diversas estratégias para que as micro e pequenas empresas consigam sobreviver à crise. Veja a seguir as principais medidas anunciadas pelo governo federal: Empréstimo para pagamento de salários Com o objetivo de evitar demissões, o presidente Jair Bolsonaro juntamente com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciaram, na última sexta-feira (27), um aporte de 40 milhões em linha de crédito para que as empresas possam pagar seus funcionários por dois meses. O dinheiro irá financiar no máximo o equivalente a dois salários mínimos por trabalhador. Além disso, estará disponível para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. Cobranças adiadas FGTS O governo adiou por três meses o pagamento do FGTS por parte das empresas – 30 bilhões. Simples Nacional Também foi adiado por três meses o pagamento da parte da união do Simples Nacional – 22,2 bilhões. Porém, as empresas terão de pagar o imposto devido até o final de 2020. Sistema S Haverá uma redução de 50% nas contribuições do Sistema S -- conjunto de instituições de interesse de categorias profissionais, como Sesc, Sesi, Senac e Senai. O período será de três meses e trará um fôlego estipulado em 2,2 bilhões de reais para as empresas. Liberação de crédito Será liberado pelo governo um crédito de R$ 5 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador, para socorrer as micro e pequenas empresas. Caixa Econômica A Caixa também atuará no combate à crise econômica do Coronavirus. De acordo com o presidente da instituição, Pedro Guimarães, a ajuda será de 75 bilhões de reais. Desse total, 40 bilhões de reais serão para linhas de capital de giro de pequenas e médias empresas. 30 bilhões de reais serão usados para comprar carteiras de consignados e automóveis de bancos médios que apresentem alguma dificuldade. Os 5 bilhões de reais restantes servirão de crédito agrícola. Renegociação de dívidas A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) anunciou que os cinco maiores bancos brasileiros irão permitir prorrogação de 60 dias para o vencimento de dívidas e para famílias e micro e pequenas empresas. A única restrição é que os pagamentos já devem estar em dia.